Eficiência energética: o jogo onde todos ganham

A transição energética é uma ambição de governos, empresas e particulares. Nos últimos anos, têm sido várias as metas fixadas neste sentido. E a eficiência energética, tal como as energias renováveis, tem um contributo importante nesta transição energética e também no afastamento da dependência dos combustíveis fósseis. Contudo, a eficiência energética ainda tem um longo trabalho pela frente no que toca à sua implementação e visibilidade.

Por definição, a eficiência energética diz respeito às medidas para reduzir os custos com energia através da implementação de tecnologias como iluminação LED, caldeiras de biomassa, sistemas eficientes como painéis fotovoltaicos no telhado para autoconsumo. Há vários envolvidos e, consequentemente, vários beneficiários da aplicação de estratégias de eficiência energética:

– Faturas de energias reduzidas, o que resulta em períodos de retorno do investimento que variam entre três a seis anos;

– Estímulo económico positivo. Em particular no mercado laboral, considerando que, em resultado do Green Deal europeu, cerca de 35 milhões de edifícios podem ser renovados até 2030 e até 160 mil postos de trabalho “verdes” podem ser criados no setor da construção;

– Redução de emissões (sustentabilidade).

É a clássica situação em que todos ganham.

Até 2035, os investimentos em eficiência energética devem representar cerca de metade dos investimentos globais em energia que serão requeridos para atingir a meta de não se ultrapassar o limite de dois graus de aquecimento global até ao fim do século, segundo as estimativas da Agência Internacional de Energia (IEA). E têm sido desenvolvidos esforços por parte da Comissão Europeia no sentido de acelerar os esforços de eficiência energética dos estados-membros. As empresas também têm feito a sua parte. A Aquila Capital, gestora alemã especializada em investimentos de longo prazo em ativos reais e com 11,1 mil milhões de euros em ativos sob gestão, lançou recentemente a “Estratégia Eficiência Energética”. Uma estratégia que é centrada em investimentos em pequenos e médios projetos de eficiência energética nos setores público e privado e com foco na Europa. Projetos através dos quais a empresa contribui de forma ativa para a obtenção dos Objetivos Energéticos e Climáticos da União Europeia para 2030, reforçando o seu compromisso com o investimento sustentável.

Apesar de estar ainda na sombra das energias renováveis, a eficiência energética – ao combinar a redução do consumo de energia e a produção de energia renovável perto do ponto de consumo – terá um papel central na promoção de soluções energéticas mais descentralizadas e ajudando a estabilização da rede de energia. E este é um passo fundamental que todos devemos dar porque, no final, todos ganhamos com a implementação de medidas de eficiência energética.

Franco Hauri, gestor de investimento em eficiência energética da Aquila Capital

Via: customizaenergia

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