Despesa com energia elétrica pode representar até 40% dos custos de produção nas empresas

Devido à nova pandemia de coronavírus, a indústria brasileira ainda está em processo de retomada da produção.

O fornecimento de energia é o componente mais importante e importante para garantir a competitividade dos produtos comercializados no país e no exterior.

Além dos custos fixos (como salários e aluguel), os custos variáveis ​​(como matérias-primas, transporte, água e energia) podem ser um gargalo financeiro para muitas empresas.

Os gastos do setor industrial com energia elétrica podem representar mais de 40% de seus custos de produção.

O alto consumo e desperdício são frequentes, o que reforça a importância do foco em eficiência energética.

Com a falta de chuvas no país, a conta de energia elétrica pode aumentar ainda mais, conforme as regras de bandeiras tarifárias.

De acordo com o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), esse é o pior resultado de chuvas dos últimos 20 anos, o que deve pressionar o sistema, composto principalmente por hidrelétricas.

Mudanças nos hábitos de consumo e outras medidas como a geração distribuída são estratégias que influenciam o resultado financeiro das indústrias.

De acordo com estudo do Sebrae, entre as medidas de eficiência energética que podem ser utilizadas pelas empresas, estão a preferência por lâmpadas LED, a realização de manutenções preventivas, o aproveitamento da iluminação e ventilação natural, sistemas de aquecimento solar para água e investimento na geração de energia fotovoltaica.

Geração fotovoltaica ajuda a diminuir gastos com energia

A instalação de usinas fotovoltaicas, que captam a energia do sol, proporciona uma grande economia de energia para empresas que aderem ao sistema já no primeiro mês de operação.

Em muitos casos o cliente paga apenas o valor mínimo estabelecido pela distribuidora.

Com manutenção simples e garantia de geração de energia de pelo menos 25 anos, podendo estender com os cuidados preventivos, os sistemas podem atender até a totalidade da energia utilizada pelas empresas, dependendo do projeto.

O investimento em um gerador fotovoltaico é muito rentável para as empresas, pois gera economia e previsibilidade de custos.

Mas, para alcançar os resultados, é muito importante optar pela solução de melhor custo benefício e não buscar a solução mais barata.

Existem muitas empresas oferecendo soluções com menor preço sem o mínimo preparo, gerando inúmeras perdas aos investidores que não verão o gerador fotovoltaico durar pelo menos seus 25 anos.

É preciso selecionar empresas com comprovação técnica e cases de mercado, que ofereçam laudo estrutural, estudo de seletividade e proteção e transmitam esta confiabilidade aos investidores.

É muito importante o empresário se atentar que não deve economizar na instalação do gerador, pois uma pequena economia na compra pode gerar enormes prejuízos no médio/longo prazo.

Os benefícios já podem ser apontados com economia na fatura de energia por empresas que possuem sistemas de geração solar fotovoltaica durante operíodo de um ano.

O Hospital Bethesda, em Joinville, economizou entre janeiro de 2020 e o mesmo mês de 2021 um total de R$ 124 mil e abateu a fatura de energia em 61,01%.

Nos mesmos meses de comparação, a Associação Empresarial de Joinville (ACIJ) economizou R$ 90,4 mil e diminuiu a fatura em 31,46%.

Já a Erzinger, também no município de Joinville, economizou entre março de 2020 e março deste ano um total de R$ 200,9 mil e apresentou queda de 42,72% da fatura.

O retorno do investimento em energia solar

Além da redução de despesas, a instalação de painéis para geração de energia solar contribuiu para a sustentabilidade do meio ambiente, pois essa é uma energia totalmente renovável e de baixo impacto ambiental.

Esse investimento conta ainda com um payback positivo – que é o período de recuperação do dinheiro aplicado em seu projeto.

Para se ter ideia, o sistema fotovoltaico tem 25 anos de garantia de performance e eficiência e o retorno do investimento é estimado entre 4 e 6 anos.

Ou seja, o retorno de médio a longo prazo é garantido e vantajoso para a empresa, que passa a ter um rápido retorno positivo do investimento.

Eficiência energética é pilar da indústria 4.0

A chamada Quarta Revolução Industrial, era para a qual o setor produtivo migra neste momento, possui como características marcantes a automação, uso da tecnologia, presença digital, sustentabiilidade e internet das coisas.

Com mais automação, é possível diminuir os impactos ao meio ambiente e a geração de resíduos.

Entre os objetivos da indústria 4.0, está reduzir ou acabar com as ineficiências nos sistemas produtivos – o que envolve também o uso de recursos naturais. 

A eficiência energética é essencial nesse processo e a adesão às fontes de energia mais limpas garante a operacionalidade e sustentabilidade, conforme aponta a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial no relatório Accelerating Clean Energy Through Industry 4.0.

Nesse contexto, o setor industrial passa a avaliar os benefícios da instalação de sistemas de energia solar para as empresas, visando a queda na fatura e no desperdício.

Além da diminuição dos impactos ambientais, segundo a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), a adoção de conceitos da Indústria 4.0 na produção industrial do país poderia gerar uma economia de R$ 73 bilhões ao ano. Destes, R$ 7 bilhões estariam relacionados à economia de energia.

Via: NSC

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